Cloud & DevOps

5 erros comuns em Migração para a nuvem (e como evitar)

O que costuma dar errado (e como evitar)

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Diego Almeida

· 3 min de leitura · 5 visualizações

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— Unsplash

Nem todo projeto envolvendo Migração para a nuvem dá errado por falta de conhecimento técnico — na maioria das vezes, é por repetir os mesmos erros básicos.

Migrar para a nuvem sem repensar arquitetura costuma só transferir os mesmos problemas de local para um ambiente mais caro — o ganho real vem de redesenhar para aproveitar elasticidade e serviços gerenciados.

Os tropeços mais comuns

  1. Ignorar que migrar "como está" (lift and shift) resolve localização, mas raramente reduz custo sem revisão de arquitetura.
  2. Ignorar que mapear dependências entre sistemas antes de migrar evita surpresas de indisponibilidade durante a transição.
  3. Ignorar que treinar a equipe operacional na nova plataforma é tão importante quanto a migração técnica em si.
  4. Ignorar que um plano de rollback claro reduz o risco percebido e acelera a decisão de seguir em frente com a migração.
  5. Ignorar que custos de nuvem mal dimensionados no início costumam surpreender no primeiro ciclo de faturamento completo.

A boa notícia é que nenhum desses erros é difícil de corrigir uma vez identificado — o problema é raramente pararem para revisar até que algo dê errado.

O padrão por trás da maioria desses erros em Migração para a nuvem não é falta de conhecimento técnico — é pressa, falta de revisão e ausência de um processo que force uma segunda checagem antes de algo ir para produção.

Um erro comum de PMEs brasileiras é migrar sem antes mapear dependências: aplicações legadas que conversam com sistemas fiscais locais, integrações com maquininhas de cartão ou softwares de emissão de nota fiscal eletrônica podem quebrar se a latência de rede mudar. Por isso, a fase de assessment — inventariar servidores, bancos de dados e tráfego de rede — é tão importante quanto a migração em si. Documentação como a da AWS sobre cloud migration detalha esse processo em fases.

Outro ponto central é o modelo de responsabilidade compartilhada: o provedor cuida da infraestrutura física, mas a segurança de dados, configuração de acessos e backups continua sendo responsabilidade do cliente. Ignorar isso é uma das causas mais comuns de incidentes após migrações apressadas, como descreve a visão geral da Google Cloud sobre migração.

Perguntas frequentes

Como evitar os erros mais comuns em Migração para a nuvem?
Migrar "como está" (lift and shift) resolve localização, mas raramente reduz custo sem revisão de arquitetura.
Como evitar os erros mais comuns em Migração para a nuvem?
Custos de nuvem mal dimensionados no início costumam surpreender no primeiro ciclo de faturamento completo.

Esta matéria faz parte da cobertura de migração para a nuvem assinada por Diego Almeida na Revista SmartWeb — acompanhe as próximas colunas sobre o tema para aprofundar cada um dos pontos levantados aqui.

Fontes e leitura complementar

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Sobre o autor

Diego Almeida

Diego Almeida escreve sobre cloud, DevOps e infraestrutura, sempre com o olho no custo real e na operação do dia a dia — não só no que funciona bem em uma palestra.

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